A produção artística e o encontro com o divino no norte do Sertão Gerais
E não seria diferente no sertão Gerais, terra banhada de comunidades tradicionais, quilombolas e ribeirinhas. A devoção se encontra na arte, como o divino se encontra na festa, um pensar cosmológico para além da binaridade cristã e as concepções de pecado para igreja. A folia de reis (evento de movimento) é uma festa tradicional de várias regiões do Brasil, aqui a pesquisa se aprofunda nas folias do norte de Minas, em que, a festa acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro, dia de santos Reis, com o propósito de cumprir um giro, ou como diria dona Lili, "uma grande vorta".
Os foliões deixam suas casas e o seu cotidiano para estar no meio do redemoinho do existir. Passam por várias casas as abençoando e em troca, os donos oferecem comidas e bebidas. O giro, portanto, revela e expressa um saber fazer, variável de acordo com as regiões, localidades e “sistemas” (Pereira, 2014).
A folia de Reis é enraizada na fé e na música, onde o longo trajeto (feito a pé, de cavalo, dançando) é feito num estalar de dedos em uma grande celebração com muitas cores, símbolos, olhares e movimento. na folia á figuras importantes, como os músicos, geralmente 3 violões, 3 violas, pandeiros, caixas, rabecas, os cantos sagrados tocados de emoção. O alféli: o que leva a bandeira, recebe as emolas, distribui a cachaça e pede licença para entrar nas casas. O povo, geralmente moradores das comunidades e pessoas da região e a comida, oferta aos Santos. As comunidades tradicionais com mais registros de folia anuais são: ribeirão de Areia, morro do fogo, Serra das Araras, são Francisco, Januária, Urucuia.
Leituras:
Acervo Rosa e Sertão, fotos: Léo Lara.
Folia de Reis: origem e características - Mundo Educação (uol.com.br)



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